Vale a pena contratar plano de saúde com coparticipação?

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O plano de saúde com coparticipação é uma opção para quem deseja garantir os benefícios de ter um convênio médico e ainda pagar mensalidades mais baixas.

Mas será que essa é realmente a melhor opção para todo mundo?

Se você está pensando em contratar um plano de saúde com coparticipação, esse texto é para você! Descubra como funciona essa modalidade, quais são suas vantagens, para quem esse tipo de contratação é indicado e mais.

Boa leitura!

Como funciona plano de saúde com coparticipação?

No plano de saúde com coparticipação, o beneficiário paga uma mensalidade fixa e ainda contribui com uma parte do valor de determinados serviços utilizados.

Assim, sempre que o usuário realiza consultas, exames ou outros procedimentos previstos em contrato, uma taxa é cobrada junto à mensalidade seguinte, que pode corresponder a:

  • Um percentual do valor do procedimento;
  • Um valor fixo definido pela operadora.

Portanto, o usuário que contrata um plano de saúde com coparticipação não custeia integralmente cada atendimento, apenas uma pequena parte desse valor. O plano continua sendo o responsável pela maior parte das despesas médicas.

Quais as diferenças entre planos com e sem coparticipação?

No plano com coparticipação, o beneficiário paga uma mensalidade menor, mas sempre que utiliza determinados serviços, também arca com uma parte do custo.

Já no plano sem coparticipação, a mensalidade costuma ser mais alta e, em compensação, não há cobrança adicional pelas consultas, exames e procedimentos cobertos pelo contrato.

Quais procedimentos têm coparticipação?

Os procedimentos sujeitos à coparticipação variam conforme o contrato da operadora, mas geralmente essa cobrança adicional ocorre quando o beneficiário utiliza os seguintes serviços:

  • Consultas médicas;
  • Consultas com especialistas;
  • Exames laboratoriais;
  • Exames de imagem;
  • Sessões de fisioterapia;
  • Atendimentos em pronto-socorro;
  • Terapias, quando previstas no contrato.

No entanto, é importante destacar que alguns contratos isentam internações, tratamentos de alta complexidade ou procedimentos específicos da cobrança de coparticipação.

Para estar atento a essas condições, é importante ler o contrato antes da contratação do plano, entendendo quais serviços podem gerar cobranças extras e quais não.

Quais são as vantagens e desvantagens desse tipo de plano?

Assim como qualquer modalidade de plano de saúde, a coparticipação apresenta benefícios para alguns perfis de beneficiário e desvantagens para outros.

A principal vantagem do plano de saúde com coparticipação é a redução do valor da mensalidade, afinal, como parte dos custos é compartilhado quando o plano é utilizado, o pagamento mensal é menor.

Além disso, esse modelo é interessante para quem:

  • Realiza poucas consultas durante o ano;
  • Faz exames apenas ocasionalmente;
  • Deseja economizar na mensalidade;
  • Busca acesso à saúde privada pagando menos todos os meses.

Outro benefício é evitar o pagamento de uma mensalidade elevada para pessoas que raramente utilizam o plano.

Por outro lado, a coparticipação pode aumentar os custos para quem utiliza os serviços com frequência.

Assim, quem faz acompanhamento médico constante, realiza muitos exames ou necessita de tratamentos contínuos pode acabar pagando valores adicionais todos os meses.

Ademais, esse modelo não é indicado para quem prefere ter previsibilidade financeira, pois a cobrança depende da utilização e o valor da mensalidade pode variar a cada mês.

Quando vale a pena contratar um plano de saúde com coparticipação?

Por conta dessa cobrança adicional, essa modalidade de plano é recomendada para perfis de beneficiários que utilizam o convênio médico apenas em situações pontuais, por exemplo:

  • Pessoas jovens e saudáveis;
  • Quem faz apenas consultas preventivas;
  • Famílias que desejam diminuir o custo da mensalidade;
  • Empresas que desejam oferecer um benefício aos colaboradores com menor custo.

Dessa forma, você garante acesso aos benefícios do convênio médico, como a agilidade no atendimento, sem gastar valores altos mesmo nos meses em que não realizar nenhuma consulta.

No entanto, antes de contratar esse tipo de plano, é importante comparar os preços e fazer uma estimativa da frequência de uso antes da contratação.

Quando um plano de saúde com coparticipação não vale a pena?

Embora seja uma boa alternativa para muitos perfis, esse modelo não é vantajoso para todos, principalmente para:

  • Pessoas com doenças crônicas e em tratamento contínuo, que precisam de acompanhamento médico frequente;
  • Idosos que realizam muitas consultas por mês;
  • Gestantes que precisam de acompanhamento constante antes e após o parto;
  • Famílias com crianças pequenas que utilizam serviços médicos regularmente.

Nessas situações, um plano sem coparticipação pode oferecer maior previsibilidade financeira e evitar gastos adicionais frequentes.

Sem falar que, geralmente a economia obtida ao escolher a opção com coparticipação acaba deixando de existir ao final do mês, quando as cobranças adicionais são incluídas na mensalidade.

Por isso, na hora de escolher, você não pode apenas considerar o valor cobrado, mas sua realidade e das pessoas que irão utilizar aquele convênio médico.

Como escolher o melhor plano de saúde para você e sua família?

Escolher um plano de saúde é uma decisão importante, pois a qualidade desse serviço poderá ser um fator definitivo para salvar a sua vida ou dos seus familiares.

Portanto, essa decisão não deve ser apenas tomada com base no valor das mensalidades, mas também considerando características como:

  • Frequência de utilização dos serviços médicos;
  • Idade dos beneficiários;
  • Existência de doenças ou necessidade de tratamentos contínuos;
  • Cobertura oferecida;
  • Qualidade da rede credenciada;
  • Valor da mensalidade;
  • Regras de coparticipação previstas em contrato;
  • Período de carência dos procedimentos;
  • Possibilidade de reembolso de procedimentos e consultas médicas;
  • Abrangência geográfica do plano (municipal, estadual ou nacional).

Além disso, é importante comparar diferentes operadoras e analisar o custo-benefício de cada opção. Em alguns casos, pagar uma mensalidade um pouco maior pode significar economia no longo prazo.

Por exemplo, não adianta escolher um plano mais barato se você tiver que pagar consultas com médicos particulares, pois a cobertura não inclui aquele tipo de profissional.

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