Carência do plano de saúde: como funciona e quando pode ser reduzida?

carência no plano de saúde: um calendário com botões vermelhos fixados a ele

Quem contrata um convênio médico acredita que está garantindo, na mesma hora, acesso rápido a todos os procedimentos. Porém, isso só vai acontecer após o fim da carência do plano de saúde.

Antes desse prazo finalizar, o beneficiário até paga as parcelas normalmente, mas não consegue (ainda) ter acesso a todos os serviços contratados.

Quer entender por que isso acontece e até como driblar essa condição? Venha conosco nesse conteúdo e saiba tudo sobre a carência do plano de saúde!

O que é carência no plano de saúde?

A carência do plano de saúde é o período entre a contratação do plano e o momento em que o beneficiário passa a ter direito à cobertura de determinados procedimentos.

Durante esse prazo, o cliente já paga as mensalidades normalmente, mas alguns atendimentos ainda não podem ser utilizados.

Esse período existe para evitar que pessoas contratem um plano de saúde apenas para realizar procedimentos de alto custo imediatamente após a adesão. Dessa forma, o sistema mantém maior equilíbrio financeiro para as operadoras.

Além disso, é importante destacar que a carência não é igual para todos os serviços, de modo que consultas, exames, internações e cirurgias têm períodos diferentes de espera.

Qual a diferença entre cobertura e carência do plano de saúde?

Como vimos, a carência do plano de saúde corresponde ao tempo que o beneficiário deve esperar para utilizar determinados procedimentos após contratar o plano.

Já a cobertura está relacionada aos serviços que o plano efetivamente oferece. Ou seja, quais consultas, exames, tratamentos, internações e demais procedimentos fazem parte do contrato.

Portanto, um procedimento pode estar coberto pelo plano, mas ainda não estar disponível porque o prazo de espera não terminou.

Por isso, antes de contratar um convênio médico, é importante analisar tanto as coberturas oferecidas quanto os períodos de carência previstos para cada serviço.

Como funciona a carência do plano de plano de saúde?

Após a assinatura do contrato, começa a contagem dos prazos para uso de cada tipo de atendimento. À medida que as carências terminam, novos serviços passam a ficar disponíveis ao beneficiário.

Isso significa que uma pessoa pode realizar consultas em poucos dias, mas ainda precisar aguardar alguns meses para realizar uma cirurgia eletiva, por exemplo.

Esses prazos variam conforme:

  • Modalidade do plano;
  • Tipo de contratação;
  • Regras da operadora;
  • Existência de doenças ou lesões preexistentes;
  • Possibilidade de portabilidade ou aproveitamento de carências.

Quais são os prazos máximos de carência?

Apesar das regras de cada operadora, nenhuma pode estabelecer prazos superiores aos limites definidos pela Lei nº 9.656/1998 e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

São eles:

  • 24 horas: urgência e emergência;
  • 30 dias: consultas médicas ou odontológicas, procedimentos odontológicos profiláticos e exames laboratoriais simples;
  • 90 dias: ultrassonografia, ecocardiografia, teste ergométrico, prova de Holter, cintilografia e fisioterapia;
  • 180 dias: ressonâncias, cirurgias eletivas, exames laboratoriais genéticos, endoscopia e colonoscopia;
  • 300 dias: parto a termo;
  • 24 meses: procedimentos cirúrgicos, uso de leitos de alta tecnologia e procedimentos de alta complexidade, relacionados com doenças ou lesões preexistentes.

No entanto, é importante lembrar que esses são os prazos máximos permitidos. Assim, algumas operadoras podem oferecer períodos menores.

Por isso, você deve comparar diferentes opções antes da contratação para garantir benefícios importantes tanto na cobertura quanto no tempo de espera.

Como quebrar carência de plano de saúde?

Embora a carência do plano de saúde seja uma regra prevista em lei, existem situações em que ela pode ser reduzida ou até eliminada. Veja quais são:

Urgência e emergência

Após 24 horas da contratação, o beneficiário já tem direito ao atendimento de situações que envolvam risco imediato à vida ou possibilidade de lesão irreparável, como:

  • Acidentes pessoais;
  • Infartos;
  • AVC; 
  • Hemorragias graves;
  • Outras condições que exigem atendimento imediato.

Desse modo, o cliente garante assistência médica em situações críticas, mesmo que tenha contratado o plano de saúde no dia anterior.

Planos coletivos empresariais 

Nos planos empresariais, principalmente aqueles com número mínimo de participantes previsto pela ANS, é comum haver isenção de carência para quem ingressa dentro do prazo estabelecido após a contratação ou admissão na empresa.

Portabilidade de carências

A portabilidade permite trocar de plano de saúde sem precisar cumprir novamente os prazos já cumpridos no contrato anterior.

Essa alternativa é regulamentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pode ser utilizada quando alguns requisitos são atendidos, como:

  • Permanência mínima no plano atual;
  • Compatibilidade entre os planos;
  • Contrato ativo;
  • Cumprimento das regras definidas pela ANS.

Portanto, a portabilidade é uma excelente opção para quem deseja mudar de operadora sem perder os direitos já conquistados.

Aproveitamento de carência em algumas operadoras

Além da portabilidade regulamentada pela ANS, algumas operadoras oferecem o chamado aproveitamento de carência do plano de saúde.

Nesse caso, a empresa analisa o histórico do beneficiário em outro plano e pode reduzir ou eliminar parte do período de espera.

Contudo, essa prática não é obrigatória e cada operadora estabelece seus próprios critérios e pode solicitar documentos para comprovar o tempo de permanência no plano anterior.

Como escolher o melhor plano considerando a carência?

A carência é um dos fatores mais importantes na escolha de um plano de saúde, mas não deve ser o único.

Afinal, estamos falando de um serviço que poderá ser necessário para salvar um dos seus bens mais preciosos: a vida.

Por isso, essa escolha deve ser feita com cuidado, considerando também esses fatores:

  • Rede credenciada;
  • Hospitais e laboratórios disponíveis;
  • Cobertura oferecida;
  • Abrangência geográfica;
  • Reajustes;
  • Valor da mensalidade;
  • Qualidade do atendimento da operadora.

Além disso, se você precisa utilizar serviços médicos com frequência ou possui consultas e exames programados, vale priorizar planos com prazos menores de carência ou opções que permitam o aproveitamento do tempo já cumprido em outro contrato.

Também é importante ler atentamente todas as cláusulas antes da assinatura. Dessa forma, você evita surpresas e entende exatamente quando poderá utilizar cada cobertura.

Na Mosaico Crédito, você encontra especialistas prontos para ajudar na escolha do plano de saúde mais adequado às suas necessidades. 

Compare diferentes operadoras, entenda as condições e encontre a alternativa ideal para proteger você e sua família com mais segurança e tranquilidade. 

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